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Tuesday, August 30, 2011
Tuesday, May 31, 2011
Lagoa dos Druidas
No final de Janeiro deste ano, descobri na net um lugar fantástico, uma bela clareira de carvalhos junto a uma lagoa lindíssima, da qual já me tinham falado há uns anos, mas não me souberam dizer exactamente onde era e na pesquisa na net, que fiz na altura, nada apareceu. Acabei por me esquecer do lugar, até o reencontrar por acaso. Creio que o nome da lagoa – Lagoa dos Druidas – foi dado por algum grupo neo-pagão da Galiza que, segundo me disseram, frequentam a lagoa e a clareira.
Decidimos ir lá no dia de Imbolc. E fomos: eu, o meu marido e um amigo muito querido. Chegamos pouco depois da hora do almoço. Ao tirar da mala do carro um casaco velho, caiu de um bolso um pêndulo, que estava perdido há imenso tempo. Bem, decidi usá-lo. E o pêndulo disse-me que a resposta estava para cima, para o lado oposto daquele que deveríamos seguir, que era descer em direcção ao rio. Subimos e como não tivemos nenhuma revelação, voltamos a descer e, um pouco antes do nosso ponto de partida, acabámos por encontrar uma velhota que, não sabendo o significado da palavra druidas, sabia muito bem como chegar à lagoa dos antigos. Mas, ainda tínhamos que andar uns dois quilómetros e encontrar um trilho que, segundo a velhota, já mal se dava por ele.
Partimos por uma paisagem belíssima, num caminho cheio de regatos e inúmeras quedas de água. E aconteceu o inevitável: o meu marido e o meu amigo rapidamente ficaram para trás, a tirar fotografias.
Eu cheguei a um ponto do caminho em que via claramente o lugar onde queria chegar, mas não sabia como ou quando lá chegaria. Avancei mais uns metros e parei junto a um velho carvalho. Havia um trilho, disfarçado pelo mato, e eu senti um chamamento de tal ordem que nem hesitei, avancei por ali fora. E como as silvas estavam por todo o lado e mal se conseguia avançar, a rir disse a velha fórmula:
– Por cima de silveirais e por baixo de carvalhais, vou daqui até aos areais…
E, verdade seja dita, foi como se de alguma maneira o mato se tivesse tornado menos denso. Avancei quase sem dificuldade. Entretanto, o trilho acabou, mas eu continuei, na esperança de o reencontrar pouco depois. O que não aconteceu. E quando tentei voltar para trás, verifiquei que era impossível. Já não fazia ideia do lugar onde estava o velho trilho que eu tinha abandonado e, à minha volta, havia uma floresta impenetrável. Ainda repeti novamente a velha fórmula, já sem grande convicção e, naturalmente, de nada me serviu. Como não havia rede nos telefones móveis, decidi esperar que o resto do grupo passasse por ali para lhes pedir ajuda. Bem, quando estavam perto, comecei a gritar por eles, gritei até à exaustão que tinha entrado no trilho junto ao velho carvalho e que precisava de ajuda para voltar ao caminho. E eles continuamente me diziam que não entendiam o que eu estava a dizer. Desesperei, sem perceber como é que eu podia entendê-los na perfeição e eles não entenderem nada do que eu dizia. Entretanto o meu marido gritou que já tinha encontrado o trilho para a lagoa que procurávamos e perguntou se eu estava lá. Gritei várias vezes que não! Mas não serviu de nada, ainda os ouvi dizerem que iam para a lagoa, para eu esperar lá por eles e, pouco depois, deixei de os ouvir de todo. Resignei-me a ficar à espera mais um tempo, até que voltassem. Olhei novamente à minha volta e vi, a poucos metros de mim, um carvalho mesmo muito velho, fui até lá. Sentei-me no chão e encostei-me ao tronco do carvalho. A energia que senti foi mesmo muito intensa... e percebi, então, a razão de me ter perdido. Hum, daquilo que não se pode falar, nada mais resta que manter o silêncio… :)
Apesar da escassez de tempo, ainda acabamos por ir todos à lagoa, que afinal era o destino da nossa viagem. E foi um belo momento. De resto, aquele é um lugar maravilhoso, ao qual havemos de voltar muitas vezes...
A Lagoa dos Druidas fica muito perto do Santuário da Senhora da Peneda, na aldeia de Tibo, freguesia de Gavieiras. Tibo fica na estrada que vai do Soajo para o Santuário da Peneda.
Como chegar lá: em Tibo, estaciona junto à igreja. E, partindo da igreja, desce por uma rua que tem uma casa com uma divisão com telhado de zinco. Quase logo, há um degrau de cimento que dá para uma pequena ruela à direita, vai por aí. Tens que passar por baixo de uma ramada que atravessa a rua. Continuas pelo mesmo caminho, mantendo-te sempre à direita. Fazes um caminho lindíssimo, tendo ao teu lado esquerdo a imponência da Fraga das Pastorinhas. Não viras para lado nenhum, segues sempre por esse caminho, talvez cerca de dois quilómetros. Por fim, chegas a um ponto do caminho em que tens que virar à esquerda e voltar para trás, ao longo do rio, mas não exactamente junto à margem, mais acima no monte. É um pequeno trilho, que mal se dá por ele. Mas, está assinalado com três pedras, umas em cima das outras. Antes de entrares nesse velho trilho, o caminho que percorres faz parte de um dos trilhos pedestres do Gerês, o Trilho da Mistura das Águas. Este desvio de que te falo, já não faz parte... de resto, a Lagoa dos Druidas é um lugar perdido, esquecido... e talvez fosse assim que devesse ser deixado. Mas, também não creio que haja muita gente a ler-me e, quem sabe, talvez eu esteja a indicar o caminho a alguém que precise de lá ir. :)
Decidimos ir lá no dia de Imbolc. E fomos: eu, o meu marido e um amigo muito querido. Chegamos pouco depois da hora do almoço. Ao tirar da mala do carro um casaco velho, caiu de um bolso um pêndulo, que estava perdido há imenso tempo. Bem, decidi usá-lo. E o pêndulo disse-me que a resposta estava para cima, para o lado oposto daquele que deveríamos seguir, que era descer em direcção ao rio. Subimos e como não tivemos nenhuma revelação, voltamos a descer e, um pouco antes do nosso ponto de partida, acabámos por encontrar uma velhota que, não sabendo o significado da palavra druidas, sabia muito bem como chegar à lagoa dos antigos. Mas, ainda tínhamos que andar uns dois quilómetros e encontrar um trilho que, segundo a velhota, já mal se dava por ele.
Partimos por uma paisagem belíssima, num caminho cheio de regatos e inúmeras quedas de água. E aconteceu o inevitável: o meu marido e o meu amigo rapidamente ficaram para trás, a tirar fotografias.
Eu cheguei a um ponto do caminho em que via claramente o lugar onde queria chegar, mas não sabia como ou quando lá chegaria. Avancei mais uns metros e parei junto a um velho carvalho. Havia um trilho, disfarçado pelo mato, e eu senti um chamamento de tal ordem que nem hesitei, avancei por ali fora. E como as silvas estavam por todo o lado e mal se conseguia avançar, a rir disse a velha fórmula:
– Por cima de silveirais e por baixo de carvalhais, vou daqui até aos areais…
E, verdade seja dita, foi como se de alguma maneira o mato se tivesse tornado menos denso. Avancei quase sem dificuldade. Entretanto, o trilho acabou, mas eu continuei, na esperança de o reencontrar pouco depois. O que não aconteceu. E quando tentei voltar para trás, verifiquei que era impossível. Já não fazia ideia do lugar onde estava o velho trilho que eu tinha abandonado e, à minha volta, havia uma floresta impenetrável. Ainda repeti novamente a velha fórmula, já sem grande convicção e, naturalmente, de nada me serviu. Como não havia rede nos telefones móveis, decidi esperar que o resto do grupo passasse por ali para lhes pedir ajuda. Bem, quando estavam perto, comecei a gritar por eles, gritei até à exaustão que tinha entrado no trilho junto ao velho carvalho e que precisava de ajuda para voltar ao caminho. E eles continuamente me diziam que não entendiam o que eu estava a dizer. Desesperei, sem perceber como é que eu podia entendê-los na perfeição e eles não entenderem nada do que eu dizia. Entretanto o meu marido gritou que já tinha encontrado o trilho para a lagoa que procurávamos e perguntou se eu estava lá. Gritei várias vezes que não! Mas não serviu de nada, ainda os ouvi dizerem que iam para a lagoa, para eu esperar lá por eles e, pouco depois, deixei de os ouvir de todo. Resignei-me a ficar à espera mais um tempo, até que voltassem. Olhei novamente à minha volta e vi, a poucos metros de mim, um carvalho mesmo muito velho, fui até lá. Sentei-me no chão e encostei-me ao tronco do carvalho. A energia que senti foi mesmo muito intensa... e percebi, então, a razão de me ter perdido. Hum, daquilo que não se pode falar, nada mais resta que manter o silêncio… :)
Quando tudo acabou, decidi tentar novamente voltar ao caminho. Vi um pássaro ali perto a voar de ramo em ramo e, porque de certa forma tanto fazia, decidi segui-lo. Segui o pássaro durante um bocadinho e, de repente, deixei de o ver. Continuava sem encontrar o trilho. Pensei que era bem feito, quem me mandava acreditar em sinais daqueles. Bem sei que é absurdo, mas ainda assim é real! Por mais sinais que haja na minha vida, eu tendo sempre para a falta de fé, o que é deprimente! Mesmo depois da experiência por que tinha acabado de passar, eu continuava como sempre... Mas, a verdade é que mais uns passos e eu vi-me outra vez no velho trilho, pelo qual voltei rapidamente ao caminho.
Pouco depois, encontrei o meu marido e o meu amigo, que andavam à minha procura, para lá e para cá, desesperados. Verifiquei que a minha percepção do tempo estava desajustada da realidade, eu tinha-me perdido lá pelas 14h30, pensava ter estado no máximo meia hora no meio do bosque, mas já eram 16h.Apesar da escassez de tempo, ainda acabamos por ir todos à lagoa, que afinal era o destino da nossa viagem. E foi um belo momento. De resto, aquele é um lugar maravilhoso, ao qual havemos de voltar muitas vezes...
A Lagoa dos Druidas fica muito perto do Santuário da Senhora da Peneda, na aldeia de Tibo, freguesia de Gavieiras. Tibo fica na estrada que vai do Soajo para o Santuário da Peneda.
Como chegar lá: em Tibo, estaciona junto à igreja. E, partindo da igreja, desce por uma rua que tem uma casa com uma divisão com telhado de zinco. Quase logo, há um degrau de cimento que dá para uma pequena ruela à direita, vai por aí. Tens que passar por baixo de uma ramada que atravessa a rua. Continuas pelo mesmo caminho, mantendo-te sempre à direita. Fazes um caminho lindíssimo, tendo ao teu lado esquerdo a imponência da Fraga das Pastorinhas. Não viras para lado nenhum, segues sempre por esse caminho, talvez cerca de dois quilómetros. Por fim, chegas a um ponto do caminho em que tens que virar à esquerda e voltar para trás, ao longo do rio, mas não exactamente junto à margem, mais acima no monte. É um pequeno trilho, que mal se dá por ele. Mas, está assinalado com três pedras, umas em cima das outras. Antes de entrares nesse velho trilho, o caminho que percorres faz parte de um dos trilhos pedestres do Gerês, o Trilho da Mistura das Águas. Este desvio de que te falo, já não faz parte... de resto, a Lagoa dos Druidas é um lugar perdido, esquecido... e talvez fosse assim que devesse ser deixado. Mas, também não creio que haja muita gente a ler-me e, quem sabe, talvez eu esteja a indicar o caminho a alguém que precise de lá ir. :)
Nota: estas fotos maravilhosas foram tiradas pelo meu querido amigo António, um dos companheiros desta aventura.
Wednesday, May 26, 2010
Linha Ley
A terminologia linha ley foi criada pelo inglês Watkins, no início do século XX, para designar «antigos caminhos em linha recta». Watkins considerava que «os antigos caminhos rectilíneos eram tão velhos para os romanos como as estradas destes são para nós». Watkins escolheu o nome «ley» para estes antigos caminhos porque, sob a forma de sufixo, este topónimo aparecia frequentemente nos locais por onde estes velhos caminhos passavam. Mas, mesmo Watkins considerava que estes velhos caminhos deveriam ter tido também algum significado religioso, dado que os poços sagrados, os círculos de pedras e os bosques sagrados conhecidos surgiam nas imediações ou no próprio traçado destes caminhos.
Assim, na teoria de Watkins, uma linha ley é um alinhamento, um caminho construído de pontos avistáveis entre si. A teoria de Watkins foi rejeitada pela arqueologia, sobretudo proque estes alinhamentos incluíam elementos de períodos arqueológicos diferentes.
Actualmente, temos ainda um grupo que se mantém rigidamente fiel à interpretação de Watkins das linhas leys, definindo-as como caminhos, alinhamentos de locais. Contudo, existe outro grupo que interpreta os alinhamentos do tipo identificado por Watkins como provas da existência daquilo a que chamam as «leys de energia». Aqui as linhas ley são consideradas para lá da teoria inicial do seu criador, sendo vistas não como caminhos, mas como linhas de energia telúrica. É esta a escola que eu defendo.
Resta ainda dizer que a procura de linhas ley faz-se no terreno, ligando lugares antigos, sendo que os diversos sítios terão sempre que ser avistáveis entre si, estando cada um colocado exactamente na linha de horizonte do anterior. Em certos lugares haverá a intersecção de várias linhas ley, esses são os lugares especiais, os lugares mágicos.
Fairies bewitching a traveller in a moonlit forest by Johann Georg Mohr (1864-1943).
Assim, na teoria de Watkins, uma linha ley é um alinhamento, um caminho construído de pontos avistáveis entre si. A teoria de Watkins foi rejeitada pela arqueologia, sobretudo proque estes alinhamentos incluíam elementos de períodos arqueológicos diferentes.
Actualmente, temos ainda um grupo que se mantém rigidamente fiel à interpretação de Watkins das linhas leys, definindo-as como caminhos, alinhamentos de locais. Contudo, existe outro grupo que interpreta os alinhamentos do tipo identificado por Watkins como provas da existência daquilo a que chamam as «leys de energia». Aqui as linhas ley são consideradas para lá da teoria inicial do seu criador, sendo vistas não como caminhos, mas como linhas de energia telúrica. É esta a escola que eu defendo.
Resta ainda dizer que a procura de linhas ley faz-se no terreno, ligando lugares antigos, sendo que os diversos sítios terão sempre que ser avistáveis entre si, estando cada um colocado exactamente na linha de horizonte do anterior. Em certos lugares haverá a intersecção de várias linhas ley, esses são os lugares especiais, os lugares mágicos.
Fairies bewitching a traveller in a moonlit forest by Johann Georg Mohr (1864-1943).
Thursday, May 13, 2010
Memórias do Lugar
Tom Graves, no seu magnífico livro Agulhas de Pedra, dedica alguns capítulos a estas memórias do lugar.
Graves refere que um holograma óptico é uma imagem tridimensional produzida a partir de uma chapa fotográfica especial através de um processo que depende de feixes de luz que confluem um para o outro e para a referida chapa, partindo de direcções precisas. Este processo depende também dos feixes serem formados inicialmente por ondas de luz precisamente alinhadas umas com as outras. Da mesma maneira, a memória do lugar é também uma projecção feita por uma pessoa num determindo tempo e num determinado lugar, que fica arquivada numa espécie de chapa da Terra e que é projectada quando se verificarem certas condições, podendo ser vista por uma ou várias pessoas.
Existe um enorme número de tipos diferentes de memórias do local, desde as emoções presas, aos sons, cheiros, visões e até mesmo sequências de acontecimentos, como se fosse um filme. Mas o tipo mais comun é o sentimento ou atmosfera de alguma casa ou local.
As memórias do lugar são inofensivas e impessoais. Para nós é como assistir a um filme. O único dano que nos podem causar é o que provém do terror face ao desconhecido.
Contudo, ainda que sejam estas memórias do lugar o que esteja na origem da grande maioria dos ditos fenómenos de assombramento, nem tudo o que captamos num lugar tem a ver com a interacção humana. A juntar à interacção humana, consciente e deliberada ou inconsciente, há ainda a considerar a interacção não-humana com o local.
Tom Graves refere ainda que, num estudo sobre as energias da terra, é necessario abordar de imediato a ideia errada de que, nos lugares sagrados, tudo é luz e doçura. É mais seguro e mais exacto classificarmos os lugares sagrados simplesmente como pontos de força. Trata-se de pontos de distribuição de várias energias. Locais que recolhem essas energias directamente da Terra e as canalizam ao longo de diversas linhas ley. Desse modo, cada vez que um desses pontos deixa de funcionar, todo o sistema fica entupido, a energia fica estagnada e o efeito que produz não é aquele que se associa a um lugar sagrado.
Assim, é necessário voltar a colocar a funcionar os velhos sistemas energéticos da nossa terra. Tudo está interligado, se os velhos sistemas energéticos voltarem a funcionar, se os velhos rituais se voltarem a realizar, a velha identidade da tribo voltará, as pessoas voltarão a encontrar na comunidade um sentimento de pertença.
Graves refere que um holograma óptico é uma imagem tridimensional produzida a partir de uma chapa fotográfica especial através de um processo que depende de feixes de luz que confluem um para o outro e para a referida chapa, partindo de direcções precisas. Este processo depende também dos feixes serem formados inicialmente por ondas de luz precisamente alinhadas umas com as outras. Da mesma maneira, a memória do lugar é também uma projecção feita por uma pessoa num determindo tempo e num determinado lugar, que fica arquivada numa espécie de chapa da Terra e que é projectada quando se verificarem certas condições, podendo ser vista por uma ou várias pessoas.
Existe um enorme número de tipos diferentes de memórias do local, desde as emoções presas, aos sons, cheiros, visões e até mesmo sequências de acontecimentos, como se fosse um filme. Mas o tipo mais comun é o sentimento ou atmosfera de alguma casa ou local.
As memórias do lugar são inofensivas e impessoais. Para nós é como assistir a um filme. O único dano que nos podem causar é o que provém do terror face ao desconhecido.
Contudo, ainda que sejam estas memórias do lugar o que esteja na origem da grande maioria dos ditos fenómenos de assombramento, nem tudo o que captamos num lugar tem a ver com a interacção humana. A juntar à interacção humana, consciente e deliberada ou inconsciente, há ainda a considerar a interacção não-humana com o local.
Tom Graves refere ainda que, num estudo sobre as energias da terra, é necessario abordar de imediato a ideia errada de que, nos lugares sagrados, tudo é luz e doçura. É mais seguro e mais exacto classificarmos os lugares sagrados simplesmente como pontos de força. Trata-se de pontos de distribuição de várias energias. Locais que recolhem essas energias directamente da Terra e as canalizam ao longo de diversas linhas ley. Desse modo, cada vez que um desses pontos deixa de funcionar, todo o sistema fica entupido, a energia fica estagnada e o efeito que produz não é aquele que se associa a um lugar sagrado.
Assim, é necessário voltar a colocar a funcionar os velhos sistemas energéticos da nossa terra. Tudo está interligado, se os velhos sistemas energéticos voltarem a funcionar, se os velhos rituais se voltarem a realizar, a velha identidade da tribo voltará, as pessoas voltarão a encontrar na comunidade um sentimento de pertença.
Wednesday, January 20, 2010
Wednesday, December 30, 2009
Peregrinos
«Vamos dedicar um pensamento a todos aqueles que, século após século, tomavam o bordão do peregrino, fossem pagãos ou cristãos, e partiam por estradas, que mal chegavam a ser trilhos, através de rios, que quase se não podiam vadear, pelo meio de florestas, onde o lobo caçava em alcateias, através de pauis de lama movediça, onde se enluravam serpentes-de-água venenosas: sujeitos à chuva, aos temporais ventosos, ao granizo saraivante, atingidos pelo sol ou gelados pelo frio, tendo à noite, como único abrigo, a fralda do hábito puxada por cima da cabeça; tudo isto depois de deixarem lar e família sem saber se os voltavam a ver, para chegar - pelo menos uma vez na vida - a um lugar onde habitava a divindade.»
Louis Charpentier, Les Mystéres de la Cathédrale de Chartres
Ao visitarmos os lugares sagrados recebemos a energia do lugar, mas também nós deixamos lá a nossa energia.
Interrogo-me se, nos tempos modernos de conforto e facilidade de acesso aos antigos lugares sagrados, não nos fará falta a longa, difícil e árdua peregrinação?
Saturday, November 28, 2009
Thursday, July 17, 2008
Tor
A Torre é uma espécie de sombra, mais ou menos indesejada. O antigo caminho processional já quase não existe. Mas, vindo das entranhas da terra, ainda sentimos nos nossos pés um antigo poder, estranho e sem nome...

Seria aqui a misteriosa Avalon?...
Não sei, não tenho como saber. A menos que fosse capaz de entender os corvos que quase pousam em cima de nós, ou os coelhos que caminham quase ao nosso lado... que estranheza é esta? Porque é que tudo aqui nos diz que fazemos parte da natureza? E porque nos sentimos pequeninas ervinhas orvalhadas nesta início de dia?...
19 de Junho de 2008

Seria aqui a misteriosa Avalon?...
Não sei, não tenho como saber. A menos que fosse capaz de entender os corvos que quase pousam em cima de nós, ou os coelhos que caminham quase ao nosso lado... que estranheza é esta? Porque é que tudo aqui nos diz que fazemos parte da natureza? E porque nos sentimos pequeninas ervinhas orvalhadas nesta início de dia?...
19 de Junho de 2008
Chalice Well
Que posso eu dizer? Mais do que me sentir em casa, tive a sensação de estar verdadeiramente no colo da Mãe, como se fosse ainda uma criancinha...
Wednesday, February 06, 2008
Montserrat
Deparei há instantes com este excerto da litania de Isis na net:
Isis Sopro da vida.
Isis Fogo de Inspiração.
Isis Estrela do Mar.
Isis Terra Fecunda.
Bem, ainda não falei na minha visita ao santuário da Virgem Negra de Montserrat... creio que é chegada a altura (praticamente dois meses depois)...
Senti que chegava, um sentimento forte e intenso como tive poucas vezes na vida... e essa sensação de chegar entranhou-se em mim, a cada passo que dava na noite escura e nas ruas desertas de um lugar onde nunca antes tinha estado.
Dirigimo-nos para o hotel, outrora um albergue de peregrinos. Seguíamos a velha tradição de pernoitar no lugar de culto, deixando que a energia do lugar se manifestasse durante a noite nos nossos sonhos. E assim foi...
Na manhã seguinte fomos acordados pelo arrulhar das pombas junto à nossa janela, abrimos a cortina e lá estavam elas, entre nós e a montanha sagrada. Foi um momento mágico...
Quando saímos para a rua, sentimos fortemente o impacto dos gigantescos e naturais monólitos. A energia telúrica que sentíramos ao chegar ganhava agora forma, e que forma! Tínhamos à nossa volta uma paisagem fantástica!
Tive pena de não poder caminhar pelos trilhos da montanha, mas o nosso tempo era curto. Dirigimo-nos, então, para o templo. Deparamos com inscrições da litania à Virgem Maria e também nós honramos a Senhora dos Mil Nomes... Comovi-me e senti ainda mais fortemente a Deusa, sentir esse que haveria ainda de ganhar uma intensidade maior no momento em que toquei na estátua da Senhora.
Mais tarde, quando partimos, não conseguimos deixar de expressar o desejo de regressar àquela Montanha Sagrada, que haveremos de cumprir...
Isis Sopro da vida.
Isis Fogo de Inspiração.
Isis Estrela do Mar.
Isis Terra Fecunda.
Bem, ainda não falei na minha visita ao santuário da Virgem Negra de Montserrat... creio que é chegada a altura (praticamente dois meses depois)...
Senti que chegava, um sentimento forte e intenso como tive poucas vezes na vida... e essa sensação de chegar entranhou-se em mim, a cada passo que dava na noite escura e nas ruas desertas de um lugar onde nunca antes tinha estado.
Dirigimo-nos para o hotel, outrora um albergue de peregrinos. Seguíamos a velha tradição de pernoitar no lugar de culto, deixando que a energia do lugar se manifestasse durante a noite nos nossos sonhos. E assim foi...
Na manhã seguinte fomos acordados pelo arrulhar das pombas junto à nossa janela, abrimos a cortina e lá estavam elas, entre nós e a montanha sagrada. Foi um momento mágico...
Tive pena de não poder caminhar pelos trilhos da montanha, mas o nosso tempo era curto. Dirigimo-nos, então, para o templo. Deparamos com inscrições da litania à Virgem Maria e também nós honramos a Senhora dos Mil Nomes... Comovi-me e senti ainda mais fortemente a Deusa, sentir esse que haveria ainda de ganhar uma intensidade maior no momento em que toquei na estátua da Senhora.
Mais tarde, quando partimos, não conseguimos deixar de expressar o desejo de regressar àquela Montanha Sagrada, que haveremos de cumprir...Tuesday, October 23, 2007
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