"O Caminho é eterno e não tem nome".
"O Caminho, enquanto existência é indistinguível e indescritível".
"O caminho que pode ser expresso não é o Caminho".
"A iluminação do Caminho é como se fosse a obscuridade".
"O avanço do Caminho é como se fosse o retrocesso".
Mas "quem segue e realiza através do Caminho adquire o Caminho".
Fairies in the battle of the flowers by Edith Mendham (1888-1911).
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Thursday, October 16, 2008
Sunday, October 12, 2008
Eterna criança
Senhora, que te posso dizer? Não te amei?
Quando ouvi o canto da cotovia não te escutei?
Ou nos silêncios clarividentes das noites de luar...
Não te pressenti na sombra e na luz, por não te amar?
E não te invoquei nas chamas das antigas fogueiras?
Não fui sempre tua, desde as primeiras brincadeiras?
Não te encontrei numa ancestral fonte sagrada?
E quando bebi a tua água viva, não te sentiste amada?
Não percorri as tuas clareiras com fé no meu coração?
Não te procurei nos velhos carvalhos e não comi o teu pão?
Não celebrei e não talhei o círculo como antigamente?
Não te invoquei no poder da ave e da serpente?
Não senti por ti o sabor frio e amargo da discriminação
daqueles que, por te ignorarem, se julgam quem não são?
Não subi todas as montanhas cheia de alegria?
Não procurei sempre a tua eterna sabedoria
que se encontra nos sonhos e nas ideias solitárias?
Não acreditei nas minhas intuições visionárias?
Não atravessei rios gelados em longínquas terras
e não fui onde me mandaste ir em todas as eras?
Não te senti na neve e na chuva, e na terra molhada?
Não te encontrei na claridade da manhã desejada?
Ou na alegria e na beleza do olhar de velhas e crianças
quando nos seus olhos brilhavam as tuas danças?
Não te senti no murmúrio de brisas e ventos
que me traziam memórias antigas e pensamentos
daqueles que há muito haviam sido esquecidos?
Senhora, não é por ti que recrio tempos perdidos?...
Quando ouvi o canto da cotovia não te escutei?
Ou nos silêncios clarividentes das noites de luar...
Não te pressenti na sombra e na luz, por não te amar?
E não te invoquei nas chamas das antigas fogueiras?
Não fui sempre tua, desde as primeiras brincadeiras?
Não te encontrei numa ancestral fonte sagrada?
E quando bebi a tua água viva, não te sentiste amada?
Não percorri as tuas clareiras com fé no meu coração?
Não te procurei nos velhos carvalhos e não comi o teu pão?
Não celebrei e não talhei o círculo como antigamente?
Não te invoquei no poder da ave e da serpente?
Não senti por ti o sabor frio e amargo da discriminação
daqueles que, por te ignorarem, se julgam quem não são?
Não subi todas as montanhas cheia de alegria?
Não procurei sempre a tua eterna sabedoria
que se encontra nos sonhos e nas ideias solitárias?
Não acreditei nas minhas intuições visionárias?
Não atravessei rios gelados em longínquas terras
e não fui onde me mandaste ir em todas as eras?
Não te senti na neve e na chuva, e na terra molhada?
Não te encontrei na claridade da manhã desejada?
Ou na alegria e na beleza do olhar de velhas e crianças
quando nos seus olhos brilhavam as tuas danças?
Não te senti no murmúrio de brisas e ventos
que me traziam memórias antigas e pensamentos
daqueles que há muito haviam sido esquecidos?
Senhora, não é por ti que recrio tempos perdidos?...
Wednesday, August 01, 2007
Porque hoje é 1 de Agosto...
"Perguntam-me como me fiquei louco?
Foi assim:
Há muito tempo, muitíssimo,
muito antes de terem nascido os deuses,
despertei de uma profunda letargia
e reparei que todas as minhas máscaras
tinham sido roubadas.
Sim, as sete máscaras
que para mim tinha fabricado e utilizado
nas minhas sete vidas.
Corri sem máscara
pelas ruas cheias de gente
gritando:
- Ladrões! Malditos ladrões!
Homens e mulheres riram-se de mim,
e muitos fecharam-se em casa,
cheios de medo.
Quando cheguei à praça do mercado,
um rapaz que estava de pé
no telhado da casa,
gritou apontando-me com o dedo:
- é um louco!
Ergui os olhos para o ver,
e foi então que o sol banhou
pela primeira vez
o meu rosto despido.
Pela primeira vez,
o sol banhou o meu rosto despido
e a minha alma
encheu-se de amor pelo sol,
e desde então
nunca mais quis usar máscara.
Depois gritei
como se estivesse em transe:
- Benditos! Benditos ladrões
que me roubaram as máscaras!
Foi assim que me tornei louco.
Encontrei muita liberdade
e segurança
na minha loucura;
a liberdade da solidão
e a segurança de nunca ser compreendido,
porque aqueles que nos compreendem
fazem de nós escravos.
Mas não deixem
que me orgulhe demasiado
da minha segurança;
nem o ladrão encarcerado
está livre de encontrar outro ladrão."
O Louco, Khalil Gibran.
Lugh, meu senhor, também eu sinto hoje o sol beijando a minha face nua... e também a minha alma se inflama de amor pelo sol... Obrigada!
Foi assim:
Há muito tempo, muitíssimo,
muito antes de terem nascido os deuses,
despertei de uma profunda letargia
e reparei que todas as minhas máscaras
tinham sido roubadas.
Sim, as sete máscaras
que para mim tinha fabricado e utilizado
nas minhas sete vidas.
Corri sem máscara
pelas ruas cheias de gente
gritando:
- Ladrões! Malditos ladrões!
Homens e mulheres riram-se de mim,
e muitos fecharam-se em casa,
cheios de medo.
Quando cheguei à praça do mercado,
um rapaz que estava de pé
no telhado da casa,
gritou apontando-me com o dedo:
- é um louco!
Ergui os olhos para o ver,
e foi então que o sol banhou
pela primeira vez
o meu rosto despido.
Pela primeira vez,
o sol banhou o meu rosto despido
e a minha alma
encheu-se de amor pelo sol,
e desde então
nunca mais quis usar máscara.
Depois gritei
como se estivesse em transe:
- Benditos! Benditos ladrões
que me roubaram as máscaras!
Foi assim que me tornei louco.
Encontrei muita liberdade
e segurança
na minha loucura;
a liberdade da solidão
e a segurança de nunca ser compreendido,
porque aqueles que nos compreendem
fazem de nós escravos.
Mas não deixem
que me orgulhe demasiado
da minha segurança;
nem o ladrão encarcerado
está livre de encontrar outro ladrão."
O Louco, Khalil Gibran.
Lugh, meu senhor, também eu sinto hoje o sol beijando a minha face nua... e também a minha alma se inflama de amor pelo sol... Obrigada!
Friday, December 16, 2005
Um pequeno poema de Rumi... :)
O Mar é uma coisa...
a espuma, outra;
Esquece a espuma e contempla o mar noite e dia,
Tu olhas para a ondulação da espuma e não para o poderoso mar.
Como barcos, somos jogados daqui para ali,
Somos cegos, embora estejamos no brilhante oceano.
Ah! tu que dormes no barco do corpo,
Tu vês a água; contempla a Água das águas!
Sob a água que tu vês há outra água que a move,
Dentro do espírito há um espírito que o chama.
a espuma, outra;
Esquece a espuma e contempla o mar noite e dia,
Tu olhas para a ondulação da espuma e não para o poderoso mar.
Como barcos, somos jogados daqui para ali,
Somos cegos, embora estejamos no brilhante oceano.
Ah! tu que dormes no barco do corpo,
Tu vês a água; contempla a Água das águas!
Sob a água que tu vês há outra água que a move,
Dentro do espírito há um espírito que o chama.
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