Monday, September 01, 2008

Símbolos que não esperávamos encontrar juntos...

















Parte acrescentada posteriormente, a 5 de Novembro de 2008:

"... For example at Maumanorig, near Ventry, there is a carved boulder with a ogam inscription reading ANM COLMAN AILITHIR naming Colman the pilgrim. It also has an encircled Maltese cross with a long handle which may represent a flabellum, aliturgicalfan, a symbol of watchfulness. It probably dates to the 7th century."
Cuppage, J. (1983). Archaeological Survey of the Dingle Peninsula, Ballyferriter.

Drawing of the Maumanorig Ogham inscription, scan of Macalister, R.A.S.: ''The Ogham inscription at Maumanorig, Co. Kerry'', PRIA vol. XLIV (1937-1938), Section C, 241-247. (IX, May 1938). academic fair use on Ogham.

6 comments:

Pagom Galaico said...

muiito interessante.
mas e a informaçom acerca do local? fiquei curioso de saber onde é.

bom blog

que os deuses galaicos estejam contigo e com a nossa raça galaica para que nom a deixem desaparecer nestes tempos ditaturiais do multiracialismo totalitario.

Maria said...

Museu Martins Sarmento, Guimarães.

:)

Obrigada.
Que os Deuses estejam também contigo.

Pedro said...

ja acompanho este blog ha algum tempo e nunca comentei pois nao tinha muito a acrescentar devido à minha ignorancia, porem agora penso que devo intervir.

Maria não me diga que não ve nada de mal no comentario do pagom galaico e concorda com tudo o que esse anormal diz?

Ele diz que os Deuses nao devem deixar desaparecer a nossa raça!! Ja viu o perfeito disparate deste racista?

O que interessa é preservar a nossa cultura e história, a raça não importa, nem deve ser preservada. Deixemo-la portanto desaparecer.
A natureza criou as raças apenas por acidente e para que mais tarde quando o homem tivesse mais inteligencia e podesse migrar com facilidade, então podesse acabar com elas e ficarmos apenas uma raça, a da mistura de todas as raças humanas como já vemos nalguns Brasileiros e Americanos.

Os Deuses Pagãos certamente sao como o Deus Cristao e amam todas as raças e nao se importam que elas desapareçam, alias o que eles querem é que desapareçam e que todos os humanos sejam uma perfeita miscigenação de todas as raças.

Deixemo-nos de racismos, de não querer que as raças acabem que o nazismo ja acabou ha muito tempo.
Hoje as pessoas tem liberdade e nao querem saber de evitar que a raça x ou y desapareça.

Maria said...

Olá, Pedro.

Antes de mais, obrigada por me leres. Mas, se já acompanhas o meu blog há algum tempo, então deves ter visto que eu nunca entro em discussões que penso à partida não me levarem a lado nenhum e que, simplesmente, não quero.

Quero com isto dizer que questionei se deveria ou não responder-te. Não pretendo fazer disto uma longa discussão, e não me parece que aquilo que eu diga vá ter grande importância. Por outro lado, achei que se não o fizesse, seria mal interpretada. E que, de alguma maneira, te devia uma resposta.

Pedro, eu não tenho que concordar com o que as pessoas escrevem. E, quando escrevem no meu blog, são sempre bem-vindas. Só apaguei uma vez um único comentário. E estou arrependida de o ter feito. O comentário tentava mostrar que as serpentes, um dos mais antigos símbolos ligados à espiritualidade e à Terra Mãe, era em si um símbolo diabólico. Apaguei-o porque não o queria lá, junto com uma das minhas mais especiais fotografias...

Pedro, não concordo contigo quando chamas anormal ao Pagom Galaico. Ele tem todo o direito à opinião dele. Assim como tu tens à tua. Não me parece é que tu tenhas o direito de lhe chamar coisa nenhuma... isso é muito diferente de dizer que, na tua opinião, ele está errado. Mesmo muito diferente.

Eu não sou racista, nem defendo nenhuma raça. Mas aceito que os outros possam ser. Da mesma maneira que aceito que se possa ser de direita, quando eu sou de esquerda. Assim como aceito que se seja cristão ou pagão... ou ateu. Penso que da mesma forma que eu sei o que é melhor para mim, os outros sabem o que é melhor para eles. Não gosto de caminhos únicos. E não aceito em circunstância nenhuma limitações à minha liberdade, não gosto que me digam o que devo pensar ou ser. Mas, concedo o mesmo direito aos outros.

Escrevi e escrevo no forum Gallaecia. Penso que foi a partir dali que o Pagom Galaico chegou ao meu blog. E é só por isso que estou a referir o fórum. Escrevo lá sobre aquilo que me importa. Novamente, concedo aos outros o mesmo direito. Contudo, deixa-me dizer-te que nesse fórum nunca ninguém me tentou converter a coisa nenhuma, ou impingir qualquer ideologia, nem nunca ninguém me perguntou se não via nada de mal nisto ou naquilo, ou me disse que qualquer coisa era um perfeito disparate. Se queres que te diga, nem sei quais são as ideologias das pessoas que por lá respondem aos meus posts, e certamente não partilham todas a mesma, qualquer que ela seja.

Outro exemplo: nesse fórum, algumas pessoas defendem a nossa música popular, sentindo-a genuinamente nossa. Eu acho isso profundamente meritório. Contudo, eu só ouço Jazz e não me parece que isso vá mudar.

Tudo isto para dizer que as pessoas são diferentes... e tem todo o direito à diferença. A toda a diferença e não só àquela com a qual concordamos. A Liberdade é, na minha perspectiva, um dos poucos valores absolutos.

Antes de acabar este comentário, quero ainda dizer que o Pagom Galaico deixou-me um dos mais belos comentários de sempre neste blog, pois desejou que os deuses, destes montes e vales por onde eu ando, estivessem comigo. Acredita, Pedro, comoveu-me. Foi uma das poucas vezes que eu referi a pessoas do mundo real, um coméntário no meu blog. Isso fez-me gostar imediatamente do Pagom Galaico. Gosto dele, quer seja racista ou não. Gosto dele, quer ele seja neo-nazi ou comunista, ou outra coisa qualquer.

Pronto, é tudo. Espero que continues a ler este meu blog... :)

Obrigada.

Maria said...

Na minha maneira de ver as coisas, o vilão ou o santo são ainda e só meros papeis... quem nós verdadeiramente somos está bem para lá do papel que desempenhamos.

O Galaico said...

Caro Triskelzinho...

Ja sabes que partilhamos uma relação curiosa e interessante.

Tu acreditas nos teus sentidos e eu sou mais pragmático nas abordagens que faço.

No entanto ambos amamos profundamente a terra, a história e as nossas origens. Por isso o meu comentário é feito ponderadamente e com base num post que vou publicar no ogalaico.blogspot.com muito brevemente respectivamente à arte Romanica Galaica.

Esta cruz cara amiga, não tem absolutamente nada de pagão. E de facto uma cruz referente à ordem de Cister. A cruz de Malta dos Templários. Nada mais.

No séc. VII, como refere a citação do teu artigo já se formavam movimentos em toda a europa relativamente Às ordens futuras.

A cruz da laje funerária é identica À dos 4 irmãos e está associada a uma suástica galaica que igualmente é um icone presente em todo o românico nas estelas funerárias. Nota que estes síbolos eram usados para distinguir os locais onde estavam enterrados os guerreiros da 1ª dinastia.

Por ex. Na igreja de S.Miguel do Castelo existem muitas no chão da mesma. Exactamente como a dos 4 irmãos e a que tu aí mostras.

No entanto estes símbolos tem de facto um significado especial pois desde o momento em que S.Martinho de Dume morreu, os artesãos do românico empregaram de volta todos os símbolos considerados proibidos até então.

As cruzes de malta vazadas aparecem quase EXCLUSIVAMENTE no noroeste iberico assim como as figuras antropomorficas animalescas, suasticas, e cruzes de St André em laço (pitões das junias, correlha em pt lima, serzelo em Gmr., Orada em Melgaço e muitas na galiza) que nada tem de céltico apesar da sua bela estética de entrelaçado.

Admito que já li de fontes seguras que estes símbolos eram colocados pelos artesãos por serem considerados amuletos divinos que espantavam o mal.

As cruzes de ST.Andre nos Porticos, Galegos e cruzes Nortenhas, os Trisqueis (Braga, Galiza, Barcelos, Pia Baptismal de Brito etc etc etc), e os monstros que eram suposto assustar o demónio etc.

Isso tudo é inspirado numa cultura milenar que tornou o românico Galaico uma arte INDIGENA valiosissima.

No entanto, a cruz que ai apresentas e, nestes casos, são apenas símbolos religiosos da ordem dos templários. Nada mais.

A cruz é a sua cruz e o trisquel era um símbolo normal supersticioso na altura dos enterramentos.

Nada de muito especial. Mesmo a escrita Orgham não me admira. Ja comentei esta foto mo forum gallaecia.

E apenas uma representação Templária associada aos dialectos locais. As datas das gravuras assim o atestam.

Cumps